Aos 33 anos…

“Aos 33 Jesus na cruz. Cabral no mar aos 33. E eu, o que faço com esses números?”

No fim da noite, a garrafa de vinho já estava no fim, meu gato aos pés e a música “Números” do Engenheiros do Hawaii me fez pensar em mil coisas entre anos de 2016 e 2017 e meus 33 anos.

 

Cheguei aos 33. Jesus na Cruz. Cabral no mar.

E eu? Vivi o que? Realizei o que?

Bem, eu estou rumo aos 34 anos.

Corpo mudou. Mente mudou.

 

Em 2016 eu li menos livros do que gostaria. Vi poucos documentários. Poucos filmes. Fui em apenas 02 exposições de artes visuais. Visitei poucos museus (acho que foram uns 4). Descobri poucas bandas. Não assisti nem 01 hora os canais de televisão.

Em 2017 eu estava preocupada demais com meu casamento, minha carreira e as obras da minha casa então meu tempo foi desviado para outras prioridades.

 

Em 2016 as pessoas começaram a reclamar da ausência do meu sarcasmo, da falta das minhas piadas e sumiço do meu deboche que eram minha “marca”.

Em 2017 eu tive a certeza de que aqueles eram artifícios para tornar determinadas situações mais suportáveis. E eu não tenho mais interesse em camuflar as situações.

 

Em 2016 eu viajei mas não consegui fazer um grande mochilão, e o máximo de trekking que fiz foram 20 km.

Em 2017 viajei em lua-de-mel e fiz 0 km de trekking, e o mochilão ficou para 2018.

 

Início de 2016 havia acabado de mudar de estado e não sabia se meu namoro ia dar certo.

Inicio de 2017 eu estava casada com pouco mais de 1 de namoro.

 

Em 2016 eu não fui fitness e desenvolvi uma doença no estomago que poderia ter virado um câncer.

Em 2017 eu voltei para a natação 03 vezes por semana para desopilar a mente e contratei um coach de nutrição esportiva.

 

Em 2016 eu não me posicionei politicamente: nem direita, nem esquerda, fui acusada de estar no muro e não ter opinião. Diziam que eu era da esquerda quando falava da direita ou era da direita quando falava da esquerda. Porque aparentemente em terras tupiniquins você tem que escolher um lado, não é? E ter algumas opiniões liberais pode ser uma aberração quando se é empregado público.

Em 2017 eu tive a certeza de que não importa a posição política. Existe um comportamento cultural, sistêmico e como um organismo ele é cheio de tentáculos e enquanto toda essa estrutura não for quebrada, não importará sua posição política. Ela poderá no máximo te fazer passar por inteligente numa mesa de bar, mas no fundo você será apenas mais um cretino esperançoso ou arrogante (ou os dois) e sua visão politica terá tanto crédito quanto os discursos do Lula ou a imagem do Temer.

 

Em 2016 eu torci por uma intervenção alienígena, um meteoro em rota de colisão com a Terra e com as trombetas do apocalipse tocando nas alturas. Sim, porque a princípio só uma intervenção vinda dos céus parecia uma solução razoável para esse Planeta.

Em 2017 eu ponderei que a Terra possui animais magníficos e que merecem viver “o mundo é fabuloso o ser humano é que não é legal”.

 

Em 2016 eu escolhi ser tolerante mas não submissa. Algumas pessoas confundiam isso e se assustaram quando dispensei o uso do meu filtro verbal nos momentos que achei necessário. Coloquei algumas coisas no seu devido lugar.

Em 2017 assumi de vez a postura de colocar “pingos nos is” e me senti muito bem com isso.

 

Em 2016 eu passei um breve período vegetariana e estou convencida de que o consumo de produtos de origem animal é péssimo em diversos aspectos.

Em 2017 passei a comer com mais frequencia em restaurantes vegetarianos mas com excessão do frango, ainda como carne.

 

Em 2016 li exaustivamente as notícias: as guerras, o terror, a economia, a esquerda, a direita, pra cima, pra baixo, até outras dimensões! Só para confirmar meu pensamento de que vivo num mundo terrivelmente doente. Que as pessoas são vitimas da sua própria cegueira. Que o ego, a vaidade e a falta de empatia são um câncer.

Em 2017 tive a certeza de que “o plantio é livre mas a colheita é obrigatória”.

 

Em 2016 eu vi gente falando de pobreza sem nunca ter pisado numa comunidade carente.Vi gente falando de racismo sem fazer idéia do que é viver isso. Vi gente falando que feminismo é mimimi sem nunca ter ficado 2 horas no balcão de uma delegacia da mulher.

Eu li os comentários das pessoas, eu as observei, escutei,  dissolvi intrigas, protegi pessoas, pedi desculpas, dei meu braço à torcer e assumi culpas que não eram minhas apenas para manter a ordem.

Eu me afastei até a poeira baixar. Tentei buscar a sensatez.

Eu medi e pesei. Calculei. E fiz o que estava dentro do meu conceito de ética.

Em 2017 eu me afastei de algumas redes sociais, de pessoas, de idéias, grupos e coisas com energia incompatível com a minha. Busquei a saúde mental e paz de espírito.

 

Em 2016 eu parei de me fazer de vitima e assumi minhas culpas e defeitos. E isso é algo incrível. A partir do momento que você assume suas culpas você toma o controle da sua vida. É algo simples mas que ninguem te ensina.

Em 2017 eu tirei do meu porão mental coisas que haviam me magoado muito, situações do passado que ainda não estavam resolvidas mas que havia trancado na mente para não sofrer, e percebi que se não começasse a ponderar sobre isso a ferida nunca se fechará. E ainda estou ponderando sobre.

 

Em 2016 e 2017 eu entendi que as coisas não são perfeitas mas eu aprendi sobre o mundo sentindo o mundo. Eu aprendi mais observando as pessoas do que nos livros que eu já li nessa vida inteira.

A gente se apega tanto ao conhecimento frio das páginas e letras que não vê que elas podem te distanciar da essência.

Esquece que a maior experiência é para dentro da própria mente se jogando sem amparo.

 

Eu busquei meu auto conhecimento. Coisa que livro nenhum poderia me dar. Porque eu tenho que me sentir, me pesar, me enxergar. Sem máscaras. E assusta demais você se ver sem máscaras.

A gente é insuportavelmente cretino e hipócrita e ignora isso.

 

Vivemos num mundo onde é melhor ser ignorante. A ignorancia é uma benção, digo isso sempre. Pois a partir do momento que você tem noção da dimensão das coisas automaticamente se torna responsável por elas. E ter a responsabilidade da sua própria vida nas mãos é algo terrível para quem passou a vida culpando os outros e esperando que eles resolvam as coisas.

Eu deixei o ego de lado e aprendi a conviver com pessoas que eu não gostava e de repente elas se tornaram importantes. Eu cresci 100 anos do lado de pessoas que em outros momentos da minha vida teria ignorado.

Eu esfarelei dogmas para me sentir livre. Eu me desnudei de algumas crenças tão enraizadas que no lugar sobrou um vazio muito grande que eu me vi diante do dilema “e agora? preencho com o que isso tudo?”.

A gente tem uma responsabilidade tão grande com a nossa mente mas prefere receber tudo mastigado dos outros porque se nega a pensar. É tão mais fácil acreditar do que confrontar!

 

Em 2016 eu magoei e decepcionei algumas pessoas quando falei algumas verdades. Minhas verdades. Porque eu não sou obrigada a satisfazer a expectativa de ninguém. O ser humano cria expectativas sobre muitas coisas e joga a responsabilidade disso para a outra pessoa realizar. É absurdo quando a gente pensa que isso ocorre o tempo todo. Ou pior, quando lembra que também fez muito isso.

Expectativa gera frustração.

Em 2017 eu mantive essa postura.

 

Em 2016 eu vi debates interminaveis e entendi a importancia de se colocar no lugar do outro, de deixar as crenças e historia pessoal de lado e olhar o ser humano exatamente como ele é. Uma grande merda, sim é verdade. A humanidade é a coisinha mais estúpida e tosca criada, mas é isso que somos e há um grande conforto nisso. Aceitar é o primeiro passo para mudar.

Em 2017 descobri que tem gente que pensa exatamente como eu.

 

Em 2016 eu comecei a pesquisar mais sobre vida extraterrena, passei a fazer parte de grupos fechados de pesquisa e a falar abertamente que acredito na existencia e ironicamente, passei a ser tratada feito um ET por pensar assim.

Em 2017 fiz parte de um grupo exclusivo, obtive experiências e informações que esperei minha vida toda para ter acesso e ao mesmo tempo descobri que não quero trabalhar com isso ajudando as pessoas ou levando informações.

Existe muita mentira, muita ilusão, muita palhaçada e desinformação e eu não tenho qualquer tipo de paciência com quem se acha cheio da razão e de ” probabilidades estatísticas” mas que não passa nem 10 minutos por ano observando o céu do Planeta que vive.

 

Em 2016 eu  parei de sentir a necessidade de ter razão. Eu senti mais vontade de silenciar do que confrontar. Eu não queria ganhar. Não se tratava de ganhar ou perder mas de ser.

Em 2017 eu passei a ter a certeza da mulher que eu estava me transformando e da mulher que eu deveria me tornar e isso me fez entender que durante muitos anos eu tentei ser alguém que eu não era, tentei me encaixar em padrões para ser aceita, para ser mais agradável ou mais adequada porque me fizeram acreditar que eu não era suficiente.

Durante anos eu havia deixado aquelas pessoas todas me dominarem e eu fui a responsável por isso.

Mas após todos esses anos, quando eu analisei essas pessoas, vi que sou melhor do que elas e melhor do que as coisas que elas acreditam e passei a tomar as rédeas da minha vida e assumir a mulher que eu sou e a mulher que ainda quero ser.

 

Em 2016 colocaram o dedo na minha cara, gritaram, fui acusada e desqualificada. E para alguns eu silenciei. Não porque não mereciam resposta, mas porque aquelas pessoas estavam em situação de vulnerabilidade. Não eu! Quando você sabe quem você é e o que os outros são, você não consegue tomar as ofensas para si. A mente está tão blindada que você escuta tudo e parecem latidos de cachorro.  É apenas barulho! O silêncio interior é algo grandioso. O silencio é uma arma.

Algumas crenças são tudo que algumas pessoas possuem. São a estrutura de toda sua vida e contam toda a sua historia. Se você tirar isso delas, elas desmoronam. A verdade só é libertadora para os que estão preparados para recebê-la.

Em 2017 eu chutei alguns baldes e me tornei grande nas minhas atitudes.

 

Em 2016 eu não tive inimigos. Na verdade acho que nunca tive. Mas esse ano ficou claro a imbecilidade de se considerar algo ou alguém seu inimigo. Nosso inimigo é nossa mente, capaz de coisas terríveis.

Em 2017 percebi que ter me afastado de algumas situações foi a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo.

 

Em 2016 eu me senti madura suficiente para aceitar um pedido de casamento.

Em 2017 ponderei que todos os meus relacionamentos anteriores foram importantes, cada um deles trouxe muito aprendizado e hoje eu sou o resultado de todas essas experiências.

Os erros que cometi e tive que assumir a responsabilidade e realizar o resgate do amor próprio que me faltou em algum desses relacionamentos, onde tolerei coisas intoleráveis que me fizeram perder a sanidade.

O fundo do poço não é um lugar tão ruim. Porque o fundo do poço te faz pensar em muita coisa.

Ruim é sair de lá. Ruim é juntar todos os cacos e tentar se remontar, como um imenso quebra cabeças. Pior ainda quando você não se reconhece mais e não sabe como montar o quebra cabeças da sua imagem novamente.

Se reconstruir não é fácil. Mas a responsabilidade é unicamente nossa. E com todas as coisas negativas que envolvem términos de relações, considero uma incrível oportunidade de crescimento.

 

Em 2016 eu conheci pessoas com muita inteligência e longa experiência de vida, só para perceber que cabelo branco não significa sabedoria. Gente com grande conhecimento mas que ainda se importa com coisas pequenas, disputas, mágoas, intrigas e fofocas. O tipo de coisa que quero bem longe de mim.

Em 2017 eu fiz grandes amigos com quem possuo afinidade ímpar mas que nunca vi pessoalmente.

 

Em 2016 eu coloquei na minha vida um gato. Que me ensinou mais sobre relacionamentos do que muito ser humano. Eu aprendi a amar sem dominar. Aprendi a respeitar espaço. Aprendi a observar. A entender a independencia. A importancia de um “foda-se”, coisa que os gatos fazem tão bem.  E até a ser duramente criticada por ele, quando as coisas não estao da forma como ele quer. Céus, eu aprendi tanto com um bichinho tão pequeno.

Para quem quer entender o ser humano o gato é o melhor professor. Pois é uma relação complexa. Gatos são conquistas diárias. Todo dia você terá que revalidar essa relação. É desafiador. E maravilhoso.

Em 2017 eu vi que todos meus planos e do meu marido giram sempre ao redor do gato e que ele se tornou o centro da casa, e por isso precisamos arrumar mais um pra desapegar um pouco.

 

Em 2016 e 2017 eu não descobri bandas/músicos novos, o mais novo talvez tenha sido o Fillipi Catto, que me banhou com seu timbre a la Ney Matogrosso.

Eu me afastei do metal e rock e passei a escutar mais jazz, soul, samba e mpb. Eu chorei com Cartola, ri com Adoniram Barbosa e Bezerra da Silva, flertei na sensualidade do Alceu Valença, viajei com Raul Seixas e Zé Ramalho, sacudi com os Novos Baianos, arrastei o pé com Gonzagão, senti saudades com Cassia Eller e Tim Maia, lembrei de amores do passado com Nando Reis, cantava tentando imitar a Elba Ramalho, descia pelas paredes com Maysa, tentei ser sensual no meu francês torto com a Carla Bruni e Coraline Clemente, banquei a descolada com Imogen Heap, bebi litros de capirinha ao som de Paulinho da Viola e Demonios da Garoa, cozinhava ao som do Simply Red, Simple Minds, Joss Stone, Jazz Instrumental, Confraria da Costa e dirigi ao som de Matt Costa.

 

Em 2016 eu me neguei a ser tratada como criança. Durante muitos anos o fato de ter aparencia jovem e um comportamento livre e de moleca foram úteis em muitos pontos, pois me permitiram escapar de muitas situações ruins. Não era de forma alguma irresponsabilidade. Era apenas uma máscara confortável. Uma casca protetora. Em 2016, mesmo no meu exercicio constante da tolerância, eu me posicionei contra submissão, opressão ou tentativas de desqualificação. Isso causou desconforto e raiva naqueles que estavam acostumados a julgar pela aparencia, pois tiveram que se submeter a mim e engolir o que tinham dito.

Fui taxada de grossa, mal educada, arrogante e “ruim” quando a verdade é que não fui nada disso. Apenas coloquei as pessoas no lugar delas e certas coisas vindas de uma “criança” causam constrangimento aos que chegaram no +50 ou são do sexo masculino e se julgam deuses. Receber lição de moral de “alguem imaturo” dói cruelmente no ego de quem é movido por vaidade.

Por isso eu digo que devemos cuidar com as palavras venenosas que dizemos, talvez tenhamos que engoli-las um dia.

Em 2017 ser chamada de “senhora” se tornou algo muito confortável. Eu me sinto bem por ter envelhecido. E me sinto bem por saber que aquela menina/moleca que eu era, ainda existe, e a cada dia está vivendo  mais internamente e vem cedendo espaço para a mulher que está vindo.

 

Em 2016 eu estive ocupada como nunca, e admiti que preciso de ajuda e não sou capaz de fazer tudo sozinha. Eu me senti terrivelmente cansada muitas vezes, a ponto de tirar os sapatos, deitar no tapete e dormir.

Em 2017 eu descobri que o casamento me trouxe equilibrio. Que conseguir dividir a vida, os pensamentos, as angustias e os sonhos depois de tantos anos morando sozinha, trouxe alívio mental.

 

Em 2016 fui promovida e passei a trabalhar com o que sempre desejei, e considerei isso sucesso porque era algo que eu realmente queria

Em 2017 eu tive a certeza de que amo meu trabalho e me sinto realizada pelo que faço.

 

Em 2016 eu estava lutando para tentar me descobrir e ter confiança, porque durante anos me senti incapaz e não merecedora.

Em 2017 eu passei a ter outros planos e enxergar outras possibilidades. Coisas que jamais imaginei que sentiria vontade de realizar e muito menos me achava capaz e merecedora de almejar.

 

Em 2016 disse abertamente que não pretendia ter filhos. Que se acontecesse, ok, mas que não era meu sonho. Pelo menos naquele momento.Amanha, talvez eu mudasse de idéia. Afinal, estou em constante mudança.

Em 2017 eu parei em uma maternidade por suspeita de aborto. Foi muito triste, difícil, uma mistura de sentimentos tão ruins que eu não saberia escrever. Apenas que eu não desejo essas sensações para ninguém. Foi um sofrimento sem igual até finalmente sair o resultado dos exames que trouxe os esclarecimentos. E ter um marido do lado me apoiando foi a coisa que me manteve sã. E hoje eu não consigo imaginar como deve ser difícil para uma mulher que passa sozinha por uma experiência de aborto.

 

Em 2016 eu me permiti. Permiti me conhecer.  Permiti me questionar. Permiti rever as coisas e encarar meus erros.

E em 2017 eu fui. Fui mais mulher, mais dona das minhas decisões, mais firme.

 

Eu mudei muito. Em roupas, gestos e atitudes.

A ponto de não me reconhecer. De doar metade do guarda-roupa. Desapegar de lembranças. De deixar de gostar daquilo que sempre gostei e passar a tolerar o que não tolerava.

A moleca tá aqui ainda.

As vezes sai e faz uma palhaçadas. As vezes  fala umas besteiras. Bate o pé e teima.

Ela precisa estar aqui. Ela é minha essência. Ela é o que meu marido observa em casa brincando de correr com o gato ou assistindo Bob Esponja e Phineas e Ferb.

É ela que canta alto dentro do carro no trânsito, ignorando os olhares de reprovação dos outros motoristas.

É ela que carrega a confiança em que as coisas vão dar certo, mesmo quando tudo leva a crer que não vai dar.

É ela que ainda acredita nas pessoas e na boa fé quando os anos e a experiência me fizeram desacreditar de muita coisa.

Mas hoje sinto-me feliz em estar finalmente envelhecendo. E passando por isso sem medo.

 

Daqui a pouco 34. Próximo ano 35. “Mais passado que futuro” brinca um amigo meu.

 

Não tenho medo do passar dos dias.

A cada noite e a cada amanhecer eu agradeço ao Universo a chance de mais um dia. É meu mantra. Finalizo meu dia e começo um novo agradecendo a oportunidade de aprender. Todo dia ao amanhecer eu reservo uns minutos para agradecer mais um dia que está começando.

Existe algo mágico em agradecer e conversar com o Universo. Não sei explicar.

Eu não converso com deuses, anjos ou demonios.

Não rezo.

Eu gosto de pensar que quando converso eu entro numa sintonia cósmica que me deixa bem.

Tem gente que diz que sou louca. Mas o que é loucura afinal? Uns rezam para um deus morto crucificado nascido de uma virgem, outros colocam velas na encruzilhada, alguns conversam com espiritos, outros não comem carne de porco, alguns dançam pra lua, outros batem tambor.

Talvez minha loucura só não tenha etiqueta.

Mal sabem eles que são esses momentos de loucura que me sinto mais lúcida e equilibrada.

 

“Pode falar que eu não ligo

Agora, amigo

Eu tô em outra

Eu tô ficando velha

eu tô ficando louca

Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho.

Que hoje eu passei batom vermelho

Eu tenho tido a alegria como um dom

E em cada canto eu vejo o lado bom

Pode falar, não importa

O que eu tenho de torta

Eu tenho de feliz

eu vou cambaleando

De perna bamba e solta

Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho.

Que hoje eu passei batom vermelho

Eu tenho tido a alegria como um dom

E em cada canto eu vejo o lado bom”

 

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Santa Ignorância! A nova Padroeira!

Tanto tempo que eu não escrevia nesse blog hein?

Acabei ressucitando meu blog em meio a espasmos musculares, tiques nervosos nos olhos e a famigerada TPM batendo na porta da casa da dona Sanidade, abrindo e deixando ela escapar loucamente pela rua.  Sabe Deus quando ela vai voltar pra casa!

Enfim.

Depois de ter escutado tanta coisa. Ter lido tanta coisa. Ter presenciado tanta coisa hoje, olha,  só posso concluir que algumas pessoas devem ter como santa padroeira a Santa Ignorância.

Porque não é possível tanta gente venerar e ter demasiado respeito com a própria ignorância sem um forte motivo. Deve ser questão de Fé. Só pode ser isso! E quando a questão é Fé, meu amigo, a gente não discute.

A Aparecida que me perdoe mas vou sugerir aos responsáveis que a nova padroeira brasileria seja a Santa Ignorância! Uma santa extremista,  sanguinária, defensora da moral e dos bons costumes e a representação divina do tal “cidadão de bem brasileiro”.

A Santa Ignorância faz um milagre incrível! Todos que são tocados por ela permanecem na ignorância dos seus atos e pensamentos e por isso não sofrem com as consequencias, pois são blindados.

Conhecer é ter responsabilidade sobre o que se sabe e isso significa arcar com tudo que se refere a esse conhecimento. É um treco muito perigoso! Uma responsabilidade tremenda!

Mas não conhecer é uma maravilha! É uma benção! Ignorar os fatos te deixa cheio da razão e te torna intocável.

Olha, uma coisa eu garanto! A romaria será intensa pela quantidade de devotos espalhados pelo País.

PS: Pra aprender a conviver com os devotos da Santa Ignorância eu também acabei virando religiosa. Rezo todo dia para a Santa Paciência dar forças!

Ouvi um Amém?

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O que as operadoras de telefonia tem em comum com fim de namoro?

Escrevi esse post pendurada ao telefone tentando cancelar uma linha telefonica.

mulher gritando no telefone

O meu ódio com as empresas de telefonia não é segredo algum.

Elas realmente conseguem me tirar do sério com poucas frases.

A impressão que tenho é que o “relacionamento com o cliente” é levado tão a sério por parte de algumas empresas que parece aquelas relações dominadoras que você  não consegue se livrar do parceiro!

O simples fato de pedir pra terminar a relação desencadeia todo um processo de stress! E você tem que dar explicações pois um simples “não quero mais essa linha telefonica/prestação desse serviço” é tratado como um “não quero mais namorar você, Adalberto!”

A tentativa de dar fim no relacionamento inicia um processo absurdo de questionamentos e tentativas de manter você.

“Mas por que você não quer mais namorar comigo?” ou ” Por que você deseja cancelar esse plano?”

Depois começam as promessas e as oportunidades!

“Prometo ser melhor namorado” “Prometo  baixar a franquia por 12 meses”.

Tudo a mesma coisa!

Aí vai um exemplo do que está acontecendo comigo nesse exato momento!

Eu cancelando para todo o sempre uma linha telefonica com a operadora!

Atendente já começou errando  meu nome sendo que ACABEI  de falar para ela…

:

(Atendente) Senhora qual motivo do cancelamento?

(Eu) Vou embora do País e não vou precisar mais dessa linha!

Sim! Eu minto que é pra eles cortarem logo o assunto e cancelarem o serviço. O simples “não quero mais” não é suficiente! E eles iniciam uma D.R sem fim! E ficam tentando me empurrar produtos, descontos, falam que sistema tá fora do ar. Aquele inferno que vocês já conhecem.

Igualzinho fim de relacionamento conturbado! “Por que vc quer me deixar? Mas você não pode me deixar, eu to grávida/doente/abalos psicologicos/meu mundo não existe sem você” etc!

Mas, apesar de eu ter falado que vou embora do País, ela continuou…

(Atendente) Mas a senhora vai viajar ou vai residir?

Minha vontade é dizer “vou ser abduzida por ETs e agora vai se catar que não é da sua conta eu quero cancelarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr”.

(Eu) Vou morar fora…

(Atendente) Mas a senhora não tem interesse em manter a linha mesmo assim?

Nesse momento eu respiro fundo até com a alma e digo com os dentes cerrados pra não escapar grosseria:

(Eu) Não…

(Atendente) Ok! Um momento!

Ela me deixou esperando um tempo razoável. Retorna:

(Atendente) Senhora! Nós vamos conceder um desconto no prazo de 12 meses para a senhora permanecer no plano!

Aí meu amigo eu não aguentei! Eu sei que a pobre coitada tem meta pra cumprir. Sei que a empresa dela manda ela falar essas coisas mas PUTA QUE PARIUUUUUU!!!!

(Eu) Qual parte da frase “vou embora do País” não ficou clara? Cancela a linha! Não quero mais!!!!!

Sim eu fui grossa. Fui estúpida e não me orgulho nada desse comportamento horrível!

A coitada se desculpou. E ficou off fazendo o processo de cancelamento. E eu com o capeta da bunda amarela entrando no meu corpo de tanta raiva! Oras, por que não me deram esse bendito desconto antes? Só mereci ele agora?

Levou 28 minutos e 09 segundo o meu atendimento. Foi demorado sim! Mas ainda mais rápido pois não cai na besteira de dizer um simples “não quero mais!”

Se eu tivesse dito ainda estaria explicando pra atendente, como num fim de relacionamento, porque deixei de gostar, que foi importante enquanto durou, que não, não estou saindo com outra operadora e que não adianta dizer que vai mudar e que precisa de uma chance…

A Lição da Mariposa

Marina possuía uma angustia constante que a consumia. Não aguentava o peso dos seus dias .

Logo ela, sempre tão otimista, sentia agora que suas esperanças estavam se dissipando assim como a fumaça que subia de sua caneca de café e se desfazia diante dos seus olhos.

Apoiou os cotovelos em sua mesa de trabalho, largou o peso da cabeça sobre as mãos, afrouxou os ombros e perguntou baixinho segurando o choro “por que?”.

Ela não queria chorar ali no trabalho diante de todos. Levantou-se e foi ao banheiro.

As luzes estavam apagadas mas entrava uma forte claridade pelos vidros das janelas. Percebeu que em uma delas havia uma mariposa, desesperada e com rasgos nas asas, que debatia-se violentamente contra aquele vidro impiedoso.

Olhou por um tempo para a mariposa e suspirou:

“- Sei o que você está sentindo. É terrível desejar que o mundo se abra para a gente e ele não se abrir. Ver a luz mas não poder alcançá-la. Querer uma porta ou uma janela e mesmo diante delas não conseguir abri-las. Esperar que alguém em algum lugar nos abra o caminho. Uma mão Divina num mundo governado pelos homens.”

A Janela era alta demais para seus braços alcançarem mas ficou nas pontas dos pés tentando se equilibrar. E esticando os braços no seu limite tentou empurrar. Estava emperrada. Forçou novamente mas sem sucesso.

Talvez fosse esse o problema. Nem sempre quem está próximo para nos ajudar possua o poder, a força e as ferramentas necessárias para isso. Mesmo tão próximo podia não ter o alcance.

Insistiu.

Com mais esforço a janela abriu um pouco e finalmente a mariposa conseguiria sair, bastava descer em direção da abertura.

Mas a pequena criatura resolveu subir pela janela, debatendo-se ainda mais. Provavelmente assustada com o movimento.

Marina parou, colocou as mãos na cintura e ficou observando a cena.
Resolveu tentar a janela do lado. Esticou-se e por sorte aquela estava menos emperrada.
Forçou, forçou e abriu o máximo que conseguiu e a mariposa, sentindo o vento que entrava , voou para a janela que se abria.

Mas para sua surpresa ela não foi embora.
Ficou ali parada segurando-se no batente com uma das asas pra fora.

O vento começou a aumentar sua força e a mariposa se agarrava mais. Fechou as asas pra tentar se manter firme.

Marina pensou em pegar um papel e empurrá-la de uma vez para fora. Mas poderia danificar ainda mais as asas da pequena que já estavam moídas de tanto lutar.

Ela podia sair. Podia voar livre se quisesse. A janela estava aberta. Mas ela não o fez. Por que? Por que?

Ficou olhando a mariposa, ali tão resiliente, aguentando o vento forte contra as asas.

Marina percebeu que o mundo através da janela era bonito. Porém, perigoso. O vento, a chuva que caia, os pássaros que poderiam devorá-la, tudo era medo. A partir dali não existiria mais a proteção da janela.

Talvez faltasse a coragem necessária para a mariposa, pensou.

Voltou para a mesa do trabalho, abaixou a cabeça, cobriu a face com as mãos e orou um pouco. Agradeceu tudo que poderia agradecer a ponto de nem saber o porquê, o que e a quem estava agradecendo.

As horas passaram e mais um dia de trabalho chegou ao fim.

Ao sair passou novamente no banheiro para ver se a mariposa já havia voado.
Mas, para sua surpresa, ela ainda estava ali.

Nesse momento entendeu que a pequena mariposa possuía algo muito precioso: a paciência.
E sendo ela um ser noturno, esperava pacientemente o cair da noite para poder sair em segurança.
Sim, a noite! Pois a luz era benéfica para muitos mas o caminho dela só seria adequado se fosse noturno! Era da natureza dela viver na escuridão e a mariposa sabia bem quem era!

E então compreendeu que tudo tem o momento certo. E os caminhos vão se abrir para quem for resiliente perante às adversidades, paciente com a passagem do tempo e conhece a si mesmo.

Abriu um sorriso ao enxergar tudo isso. Sabia que agora era só questão de tempo para a noite cair.
Para a mariposa e para ela.

#seethelight #bethelight

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Os homens da minha Timeline…

Hoje uma pessoa que não tenho amizade mas estava nas minhas redes sociais (aquele tipo que te viu uma vez, adicionou e você acaba aceitando por educação) escreveu uma postagem tão machista, mas tão absurdamente primata que no primeiro momento eu me perguntei se estava diante de um representante do Talibã, se voltei pra Idade Média e não tinha percebido ou se esse cara não teve mãe e brotou de um pé de chicória! E lindamente terminou o texto com o clássico “Falta de louça pra lavar”. Que sorte hein! Poderia ter sido “falta de rola!”.
Eu fiquei tão emputecida na hora que mandei o cara passar duas horinhas dentro de uma delegacia de proteção à mulher e ficar lá no balcão só ouvindo os relatos (porque eu já fiz isso e posso dizer QUE NÃO É NENHUMA DELICIA! E se você for MACHO e tiver estomago FORTE passe mais duas horas e depois leia alguns processos sobre o tema com direito a ver fotos) e converse com 10 mulheres (suas amigas, irmãs, namoradas, mãe, professoras) e pergunte quantas já sofreram algum tipo de abuso! Aposto que ele ia se surpreender com o resultado dessa pesquisa pessoal! Principalmente quando elas contassem a idade que possuíam na data da ocorrência!
Acreditei que para a criatura ter coragem de defecar num texto daqueles só poderia ser falta de informação.
Graças a isso pude perceber que na minha vida ele era um caso isolado!
Desde a minha última mudança de cidade passei por diversas transformações pessoais. Acabei buscando auto conhecimento, fiz novo circulo de amigos, viagens, enfim, busquei/busco me tornar alguém melhor todos os dias.
A partir disso os meus relacionamentos começaram a acontecer com pessoas de mente muito mais aberta, livre de preconceitos, elevadas espiritualmente e os homens despidos daquele velho machismo que era tão comum na minha vida. Gente linda, sabe? Daquelas que fazem e dizem coisas maravilhosas e possuem o coração e a cabeça voltadas para o bem comum e a beleza e não simplesmente ganhar mais dinheiro e serem os melhores e o resto do mundo que se exploda.
No meu passado muita gente, desde namorados a amigos, todos pareciam ter aquela cabecinha padronizada e por mais que se achassem os caras íntegros, justos e esclarecidos, posso dizer que numa escala evolutiva eles até poderiam ter descido da árvore mas ainda moravam dentro da caverna! Caverna de suas mentes, de seus dogmas e suas tradições.
Engraçado que precisei ler um relato absurdo de uma pessoa qualquer pra ver que hoje os homens da minha vida e da minha mesa de bar tem salvação! Ou melhor, são a salvação!
As pessoas que eu convivo me dão orgulho. Algumas mães criaram seus filhos como seres humanos!
Tem gente com cabeça boa no mundo. E sim, o Universo tratou de levar pra longe o que era ruim na minha vida!
Obrigada Universo! Eu busquei ser uma menina melhor! E você retribuiu!!! A gente atrai aquilo que emana! Eu mudei então meu mundo mudou! E eu tenho sorte de possuir gente linda hoje ao meu redor!
#gratidao #seethelight #bethelight

(Papo de Boteco) A Teoria do Meteoro

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Amigos no bar discutindo.  Tentando encontrar a solução para um Mundo melhor à luz do pensamento filosófico/religioso.

E eu de boa só bebendo minha cerveja observando eles se matarem através do latim. Uma verdadeira pirotecnia verbal eclodindo na mesa. E eu brincando de assoprar a espuma da minha cerveja.

“Mas e você Liz? Que adora uma polêmica. Nem se manifestou! Fala aí tua opinião!”

 “É é, fala aí Liz!”

“Olha eu sou seguidora da Teoria do Meteoro!”.

Um franziu a testa e fez ar de que não fazia ideia do que eu estava falando. Outro ficou curioso.

“Sim. Teoria do Meteoro. A solução para esse Planetinha aqui é ele ser atingido por um meteoro e acabar com tudo! E que o impacto seja tão violento que o arranque de órbita!

Não vejo qualquer motivo razoável para tentar melhorá-lo através de crenças.

Esse Planeta foi uma experiência que deu errado. Está doente, em estado terminal.

Já houveram várias extinções em massa como uma tentativa débil do Planeta de tentar se restabelecer. Da mesma forma que uma pessoa enferma vomita e sofre diarreia! É o organismo limpando o que está errado!

Mas a história provou que não deu certo.  Além do mais os cientistas identificaram bilhões de galáxias. Fazem idéia de quantos planetas e astros somem e nascem todos os dias? Não devíamos ignorar isso. E eu acho que esse Planeta aqui já viveu tempo demais. Eutanásia nele! “

Eles riram. Um balançou a cabeça em concordância e outra fez cara de “já imaginava que sairia uma opinião desse tipo!”

O assunto foi encerrado. E eu continuei bebendo minha cerveja.

Não sei se ganhei seguidores ou odiadores da Teoria do Meteoro.

Mas o fato é que começamos a discutir sobre churros, tapioca e hotéis que possuem essa iguaria no café da manhã. Muito mais agradável.

Bem, por esse lado talvez fosse bom tentar salvar o Planeta. Um mundo de churros e tapiocas valeria a pena ser salvo. Mas não comentei…

Ser Masculino e Feminino? Explica isso Pepeu Gomes!

Em uma conversa típica de boteco com uma amiga chegamos na mais estranha das conclusões!
Com todas essas mudanças na sociedade os homens estão cada vez mais se comportando como mulheres. E isso meu amigo é TERRÍVEL!
Antigamente a gente sabia como o homem ia reagir, pois era totalmente previsível. O homem tinha até fama de ser facilmente manipulado e a mulher de ser engenhosa, aí usava de suas habilidades a seu favor!

Mas com essa história de tornar os homens mais sensíveis, mais abertos blá blá blá, mulherada queimando sutiã e exigindo aquilo ali e aquilo lá, mudando toda a natureza agora temos um bando de homens com atitudes femininas!

E que diabos, como lidar com isso minha gente? NINGUÉM NO MUNDO ENTENDE AS MULHERES!

Nem Deus que criou a mulher a entende! Ta aí a Eva que fez aquela tremenda
caca no Paraíso e Deus ficou puto com o que houve!

Como entender homens com atitudes de mulher?

Agora quando eu to com alguém e tenho uma D.R eu simplesmente não sei! NÃO SEI! Porque ele diz que não tá bravo mais está, ele diz que não houve nada mais houve, ele fala que precisa falar comigo e eu já começo a pesquisar na memória desde 1993 todas as coisas que eu possa ter feito de errado!

Ele faz charminho e demora 4 horas pra responder uma mensagem e quando responde diz que ta com saudades (?), depois não sabe dizer sim ou não, fala talvez, talvez sim, talvez não, talvez to bem, talvez to mal, quero sair contigo, mas agora to em casa, ou vou jogar pleiisteixonnnn, então digo “tá fica ai que eu vou sair” ai rola vingança! Diz “te quero” depois só responde com “arram…tá…hmmm”

Eles fuxicam nossos celulares, implicam com nossos amigos, ficam de bico se a gente sai pra tomar cerveja!

Socorro! Ainda bem que não jogo futebol senão ia dar treta também!

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Até mesmo no celular eu fico em dúvida se to falando com o cara ou alguma mulher pegou o aparelho e tá respondendo por ele!
Alguém me tira desse Planeta? Deu tudo errado por essas bandas!!! Como faz pra lidar com essa nova geração de homens? Tem manual???

Tempos atrás essa mesma amiga do boteco foi me aconselhar sobre um relacionamento:

“Ixiii Liz esse cara tá de XEXECAGEM! Você terá que ser o macho dessa relação!”

Bom termo esse! XEXECAGEM! Ser masculino afeminando situações e nos deixando loucas sem saber como lidar! Incluam no dicionário! Vai facilitar a vida!

.

PS: Outra conclusão! A serpente, ou seja, o diabo, foi o único que conseguiu entender a mulher e por isso foi lá no Paraíso persuadi-la a pecar.
Genteeeee o DIABO É O ÚNICO QUE ENTENDE AS MULHERES! Logo é o único que pode nos dar dicas de como entender esses novos homens!

Precisamos urgente falar com esse cara, ele tem que dar uma coletiva na imprensa, escrever livro de auto-ajuda porque não dá! Chamem o Papa Chicão que preciso ter um particular com ele!

PS2: Título do post inspirado na música Masculino e Feminino do Pepeu Gomes. Escreveu quando ele e a Baby do Brasil estavam com seus filhos bem pequenos e tinha que ajudar nas tarefas domésticas e no cuidado das crianças! Excelente canção! E era a que tocava na sala do parto e os médicos cantavam durante minha cesárea, segundo minha mãe 😉

Como Eu Me Sinto Quando…

…a pessoa não responde minha mensagem no WhatsApp!

Quem aqui meu amigo mandou aquela mensagem e a pessoa não respondeu? Ou se respondeu demorou tanto, mas tanto, mas tantoooo que você ficou achando que a criatura foi sequestrada!

Dá vontade de mandar o seguinte texto:

“Prezado Senhor Sequestrador, boa noite

Solicito que o senhor tire a amordaça da boca de Fulano de Tal,a vítima, e peça para que dite a resposta do convite que fiz pra ele sair comigo e enviei através desse aplicativo de celular de satanás.

Esclareço que o senhor poderá digitar a resposta ou se preferir pode pedir pra ele gravar uma mensagem de voz para minha pessoa.

Caso a vítima responda que não pode sair comigo pois está sequestrado ou qualquer outra desculpa esfarrapada por gentileza mate-o. De preferencia com requintes de crueldade e sem possibilidade de defesa.

Se precisar de ajuda para ocultamento de cadáver encontro-me à disposição.

Desde já agradeço a atenção dispensada.

Atenciosamente

Eu!”

Bem assim!

Pessoa precisa entender que se eu mando uma mensagem em 1875, eu desejo que o meliante visualize em 1875 e responda igualmente em 1875.

Agora se mando a mensagem em 1875 ela é visualizada em 1998, e respondida em 2015 vou ter tempo suficiente para confundir o “ignorar” da pessoa com “amor”.

Entenderam? E posso me apaixonar pela rejeição.

Então responda rápido para eu me decepcionar rápido.

Obrigada!De nada!

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Morte Lenta!

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja quem não lê quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

(Martha Medeiros)

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Era Uma Vez…Um Conto de Fadas Onde Eu Só Me Fodo!

Há muito tempo atrás (Mentira! Uns dois meses isso sim!) eu me apaixonei perdidamente por um cara que ignorava por completo a minha existência terrena. Eu me sentia pior que um cocô porque né, cocô a gente não ignora! A gente olha e desvia! E ele me olhava e nem desviava, só ignorava mesmo!

Eu tinha total certeza (daquelas certezas bestas que só quem está apaixonado é mané o suficiente para acreditar!) que ele era minha alma gêmea, amor sincero de vidas passadas, puro, incondicional, escrito nas estrelas e nas cores do arco-íris.

Nunca tinha acontecido algo assim comigo nessa intensidade tão absurda. Eu perdi a fome, o sono, a coerência e o sentido da realidade.

Eu não fazia a menor idéia do motivo que me levou a cair de amores por ele. Eu lembro que simplesmente acordei no dia seguinte assim:

“- Puxa Vida! Que sensação estranha de energia percorrendo todo meu corpo como se fosse uma descarga elétrica…um campo magnético…que é isso?…nossa…aquele cara que troquei duas frases ontem…eu conheço o beijo dele…conheço o cheiro…sei como é tocar nos cabelos dele…mas nunca cheguei perto do cara…que sensação maluca….como se ele estivesse percorrendo o meu corpo…por dentro das minhas veias…acho que…não…espera…caraca! To apaixonada!” E foi BEM assim!

Juro que eu não havia usado droga alguma! Mas levantei da cama, abri meu galão de rivotril e tomei um litro porque eu devia estar descompensada das idéias! (não, eu não uso remédio controlado! Deve ser esse o problema!)

Bem, o fato é que todo homem é um rei e sua vida um castelo! Só que o castelo dele tinha uma torre-coração e pelo que eu soube através de espiões espalhados pelo reino, havia um boato de que ele aprisionou naquela torre uma princesa-sentimento e pelo visto não estava muito disposto a tirá-la de lá.

Ou seja, eu gostava dele. Ele gostava da princesa. E a princesa eu não sei mas devia gostar de pudim de leite porque é algo que todo mundo gosta!

A verdade é que ele cercou com gigantescas muralhas o castelo, colocou guardas, canhões, arqueiros, encheu o fosso de jacarés e fechou os grandes portões. Ninguém entrava ali! A torre coração era aparentemente impenetrável. A princesa-sentimento tava ali sendo protegida 24 horas por dia

De longe eu observava várias mulheres batendo os punhos naqueles portões pedindo para entrar.

Mas eu não ia bater! Já que ele não abria os portões e me convidava com toda a gentileza da nobreza para que eu pudesse entrar na vida dele, digo, castelo,  e eu adentrasse com honra, classe, garbo e elegância no salão real com meu séquito, devidamente anunciada diante do rei e apreciada pelos súditos dele, eu fiquei apenas observando por um tempo.

Depois tratei de fazer aliados que eram membros do conselho do Rei, arrumei informantes, consultei sacerdotisas e fui me preparando para uma guerra!

Se ele não deixa eu entrar no coração dele por bem…vai na pancadaria pois isso aqui é Esparta meu querido!

Eu ia derrubar aqueles muros, destruir aqueles portões e quando chegasse no coração da torre ia arrancar a princesa que está lá pelos cabelos e jogá-la aos jacarés! E todas as outras mulheres que estavam ao redor seriam devidamente empaladas diante dos portões da cidadela como aviso para qualquer nova aventureira que ousasse me desafiar.

Porque eu não sou uma princesa e meu sistema é bruto!

Depois faria ao Rei uma generosa Oferta: o fio da minha espada ou meus beijos carinhosos no pescoço! Contando que ele não fosse estúpido o suficiente a preferir uma lâmina na nuca aos meus beijos eu faço ele se ajoelhar diante de mim e aos pés do trono jurar-me lealdade e casando comigo selaríamos uma aliança de amor eterno.

Com isso ele impediria que o resto da vida dele fosse devastado e ele poderia reconstruir a cidadela. Uma nova era de paz e prosperidade se espalhariam enquanto eu reinasse!

Eu já estava até imaginando qual seria meu título!  “Liz, A Terrível”, “Liz, A Avassaladora”.

Super simples! E era perfeito!

Enquanto eu estudava as estratégias de guerra eu sai com alguns dos meus cavaleiros e membros do conselho do Rei para tomar alguma bebida fermentada na taverna.

Cheguei ao local com minha armadura reluzente e dei de cara com o Rei por lá!

Foi aí que eu pensei “CHEGA DESSA MERDA DE CONTO DE FADAS! QUE PORRA É ESSA QUE TÁ ROLANDO AQUI NA REALIDADE?”

Eu gostava tanto dele, mas tanto, mas tantooo que quando eu o vi dançando agarrado com uma loira gostosa eu fiquei chateada pra caralho porque queria uma mulher igual aquela pra mim  pensei que entraria em óbito no meio da balada!

Foi DURO! Mas não chorei. Não berrei. Não surtei.  Rolou um Araketu Feelings -> Só sei que o corpo estremece, as pernas desobecem, inconscientemente a gente…quer morrer!

Mas eu não sou uma princesa descontrolada! Sou um general! Uma estrategista! Tenho que ter equilíbrio emocional!

Fui pro banheiro! Respirei! Entoei mantras. Outras mulheres dentro do banheiro da balada acharam bacana e entoaram mantras comigo de mãos dadas. Criamos uma vibe positiva e eu voltei pra pista! Chegando lá ele continuava com a gostosa! Fiquei olhando ele dançando tão bonitinho com a guria que fiquei mais apaixonada ainda por ele! (além de apaixonada acrescente um BEM BURRA aí nessa frase!)

Porém se ele tivesse beijado a guria acho que eu teria enfiado o “bonitinho” nas orelhas dele! Ele não ficou com ela na minha frente e graças a isso o boy-amor-eterno-princeso ainda tem todos os dentes na boca!

Ele foi embora sem ficar com ninguém. E isso inclui eu!

Ai o que eu fiz? Depois de ter escrito 20 poemas, ter escutado todas as músicas de corno que eu tinha no pendrive, ter chorado a ponto de ficar desidratada e debilitada, e não conseguir mais olhar para outros homens eu resolvi me declarar. Não dava mais pra viver assim!

Fui lá e me declarei!

Não abertamente como eu queria com direito a faixas, fogos de artifício, eu de joelhos entregando a ele uma aliança diante de um padre vestido de Elvis em Las Vegas com o Peter Frampton tocando ao fundo “Oh, won’t you show me the way everyday?I want you, show me the way! Ohh, I want you day after dayyyyy”

E só não foi abertamente porque antes de fazer essa cagada declaração fui pedir conselho para um amigo meu. Não poderia ser qualquer amigo! Muito menos gay. Tinha que ser um que já havia ficado comigo (no sentido físico da coisa) tempo o suficiente para me conhecer e emitir opinião masculina!

Após escutar tudo com atenção ele disse “Liz se você falar para o cara 1/5 do que você falou para mim sobre o quanto gosta dele ele vai se assustar. Até eu que só to escutando to assustado! Vai com calma…chega de mansinho!”

Oras! Exagero faz parte do meu ser!  Não sei ser diferente! Eu amava ele com todas as fibras e condriossomos do meu ser! E ele tinha o direito de saber! (ele não perguntou nada pra alegar que tinha o direito de saber…mas eu queria contar porque SIM!)

Um NÃO do Universo eu já tinha né? É!

Fui lá e falei pelas REDES SOCIAIS (muito moderna porque eu não tinha coruja nem um emissário para ir galopando até a casa dele entregar uma carta escrita a pena e lacrada com o selo da minha casa!).

Entre uma piadinha cretina e outra, dando a entender o que eu tava sentindo, falei! Cheguei a soltar um sincero “eu teria feito você feliz!” Porque né, eu teria sim!

Queria ter falado isso olhando dentro dos olhos dele mas quemmm disse que consigo olhar dentro dos olhos dele? Eu encaro o Chuck Norris e chamo para a porrada gritando VALAR MORGHULIS!!! Mas ele não!

Depois disso não me aguentei e falei para todos os meus amigos, os amigos dele, quase liguei pra mãe dele e fiquei com vontade de chamar a imprensa para dar uma coletiva. Porque a vontade de dizer GURI EU TO TÃO NA TUA QUE NEM SEI MAIS ONDE FICA A MINHA era angustiante…hahahaah

Sabem o que aconteceu? Isso mesmo! A minha alma gêmea se assustou tanto que resolveu correr de mim até a próxima encarnação!

Imagino, inclusive, que ele deve estar correndo em círculos por Joinville! Se  o encontrarem façam a gentileza de dar água e abanar o coitado! Deve ser terrível saber que é amado por alguém como eu! Quase uma maldição!

E não viveram felizes para sempre!

HAHAHAHAHA

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